quarta-feira, 6 de julho de 2011

Qual a importância que a AJD tem na minha vida?

Segue mais um relato...

"Desde cedo a Associação Juvenil de Deão fez parte da minha vida. Foi, ainda “pequenina” que contactei pela primeira vez com o mundo de uma associação juvenil. O meu primeiro contacto com a associação foi sem dúvida o mais marcante e o mais enriquecedor. Na Oficina de Artesanato contactei pela primeira vez com pessoas que já faziam parte da associação, com elas aprendi a fazer palmitos, a montá-los e a ornamentar um arranjo floral. Posteriormente, com o passar do tempo e devido ao facto de algumas pessoas irem saindo daquela actividade, eu mesma passei a ensinar aos novos aprendizes o que antes tinha aprendido. Foi bom e gratificante ver que o esforço que tinha feito para aprender algo que fazia parte da nossa tradição, da nossa terra era agora posto em prática no ensino dos outros. Foram inúmeras as actividades em que participei como expositora ao serviço da AJD, como na “Feira da Terra” em S. Torcato, na “Manifesta”, no “Dia Internacional da Juventude” e na Exposição que se realizava na nossa freguesia. Com este tipo de actividades não enriquecemos só a nível de conhecimentos e costumes mas também a nível pessoal. As amizades que se constroem são igualmente muito importantes. Nessa altura, eu, uma “menina” contactava já com jovens, pessoas mais velhas que eu. Também esses relacionamentos são enriquecedores porque nos fazem olhar para o mundo com outros olhos.
Com o passar do tempo e devido em parte à pouca disponibilidade também eu abandonei esta actividade… Contudo a minha ligação à associação manteve-se e sempre se manterá. Ainda fiz parte da Assembleia Geral com o cargo de 2ª secretária. Esta função fazia com que eu estivesse mais atenta a todo o tipo de actividades que a associação ia desenvolver ao longo do ano, desde as Janeiras, ao DIJ, entre muitas outras. Foi uma participação completamente diferente da do Artesanato, mas de igual forma enriquecedora.
Ao longo destes anos reconheço que fazer parte da Associação Juvenil de Deão fez-me ver um mundo diferente, um mundo aberto ao associativismo, ao voluntariado, à partilha de experiências… É esta a minha missão na AJD, lutar por objectivos plausíveis que contribuam para um mundo melhor.

Não deixes que a Juventude seja apenas um momento, mas sim estado de Espírito." (Margarida Dias)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Projecto TNT seleccionado para Plataforma EVE da Comissão Europeia


O projecto Terra Nossa Terra – TNT, desenvolvido pela AJD, ao abrigo do Programa Juventude em Acção, foi seleccionado pela Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção como um projecto representativo da acção 1.2 (Iniciativas de Jovens). Este projecto encontra-se na plataforma EVE (Espace Virtuel d’Echanges).

A Comissão Europeia lançou esta plataforma electrónica para divulgação e exploração de projectos representativos de cada acção em cada país, financiados nas áreas da educação e cultura.

Visitem a plataforma e o nosso projecto em http://ec.europa.eu/eve/

Parabéns aos/às jovens da AJD!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Experiência associativa: o que faz correr Maria ou Manel?

Hoje revelamos o relato de mais uma jovem que tem experienciado o associativismo e o voluntariado na AJD…



"Desde muito nova, senti necessidade de fazer parte de algo, algo que me permitisse melhorar um bocadinho o meu pequeno “Mundo”… e então apareceu a “geração” que com muita energia e trabalho, trouxe um novo ânimo e alento a estas paragens. Contudo alguns anos depois a vida da maior parte destas pessoas enveredou por outros objectivos. Aí, embora andasse na faculdade, morasse numa nova cidade, a conhecer novas pessoas e ambientes, sentia a falta de um grupo, com um objectivo social, com uma intervenção directa no meio. Por diversas vezes analisei e investiguei a possibilidade de integrar um dos muitos grupos de ajuda que existem na zona do Porto, contudo faltava algo, algo que dê-se sentido ao que estava a fazer (e talvez, é certo, também alguma capacidade emocional para esse tipo de trabalho).
Até que um dia surgiu o convite para integrar a AJD, uma associação lutadora, cheia de projectos, cheia de vitórias… O que de certo modo me assustou. Como me integraria? Em que tipo de projectos me poderia enquadrar? Mas tudo decorreu de modo natural, e aos poucos fui integrando-me e resgatando a sensação de criar, comparticipar em algo.
Hoje em dia, quer por indisponibilidade profissional e distância física, participo em poucos projectos, mas basta o participar nas reuniões e no Caroça, e apoiar ou contestar as questões abordadas, para indirectamente, sentir que contribuo para melhorar/mudar o nosso meio.
Para mim a experiência associativa é apenas partilhar quem somos, como somos e acima de tudo como vemos o Mundo e como o podemos mudar, é basicamente uma “Brain storming” constante, em que um grupo de pessoas sugere, discute, planeia, prepara, executa e vive um objectivo, e quer este tenha êxito ou não, importante é mesmo tentar!
E é por isso que participo associativamente, porque posso pelo menos tentar!" (Célia Meira)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A minha experiência na vida associativa

Conforme o prometido, hoje segue mais um testemunho...
Esta jovem também nos revela a sua experiência na vida associativa!


"Tornei-me membro da direcção da AJD com 18 anos. Hoje sou vogal do conselho fiscal e tenho 29 anos. Fazendo as contas conclui-se que há, pelo menos 11 anos que participo na vida associativa. Muitas etapas na minha vida aconteceram paralelamente à minha vida associativa: entrei para a Universidade em Lisboa, conclui a licenciatura e empreguei-me no Algarve, embora agora já esteja em lisboa… E sempre na vida associativa! Porquê? A resposta é fácil! Deve-se à simbiose que existe entre o meu contributo, totalmente voluntário, para a construção de uma sociedade menos individualista e as experiências e competências que uma associação nos pode facilitar. Uma das mais valias da minha ligação à AJD foi a aquisição de competências para a elaboração de projectos, formulando as respectivas justificações. Hoje, transponho essas competências na vida profissional. Adquiri aquilo que se chama inteligência emocional, muito avaliada nas enfadonhas entrevistas de emprego. Essa inteligência emocional passa pela facilidade de comunicação com os outros, pela tolerância desenvolvida, pela capacidade de analisar os comportamentos das outras pessoas e adequar as minhas atitudes à personalidade e maneira de ser de cada um que interage comigo. Tudo isto aprendi durante a minha vida associativa! E as experiências que vivi? A semana em Tondela em que participei num curso de interpretação teatral, durante o qual estabeleci contactos que duram até hoje. Os passeios da AJD que permitiram conhecer os quatro cantos de Portugal, para além dos dias de verdadeiro convívio… É verdade que hoje já não estou tão presente! Mas a vida associativa faz parte de mim e muito devo a ela!" (Susete Dias)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estejam atentos/as! Abracem o VOLUNTARIADO JOVEM!

Como estamos no Ano Europeu do Voluntariado, vamos apresentar durante o ano 2011 (aqui, no blog!) alguns testemunhos de jovens que têm experienciado a vida associativa e, consequentemente, o voluntariado na AJD.



“Quando me falaram na AJD, para mim não passava de um grupo de pessoas como muitas outras, que entre amigos se decidiram juntar, para promoverem e proporcionarem bons momentos a freguesia onde moram. Pensava eu… Mas o quê? O que é eles fazem? Quais os benefícios que uma associação pode trazer para Deão? O porquê de um punhado de jovens ter tomado esta atitude?
Comecei então por participar em algumas das actividades promovidas pela AJD, o que me levou a querer conhecer melhor o que era isto do associativismo. Foi então que participei numa das peças de teatro da AJD, passando desta forma a fazer parte do grupo de teatro. Foi a partir dai, e quase sem me dar conta, que me deixei envolver pelo mundo do associativismo, tornou-se como um “vício”, sem me aperceber já dava por mim a propor actividades, a executa-las, a dar as minhas opiniões e palpites, a fazer pequenas coisas (actas, projectos, planos de actividades), que contribuíram bastante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional.
Através de muitas das actividades promovidas pela AJD (grupo de teatro, passeio anual, janeiras, intercâmbios, acções de formação, projectos) tive a oportunidade de conhecer inúmeros lugares, que me proporcionaram experiências bastante enriquecedoras. Situações nas quais conheci e lidei com realidades diferentes daquelas com que me deparava no dia-a-dia. Muitas das acções de formação que fui adquirindo por intermédio da AJD, ajudaram-me a integrar e interagir sem medo nem receio, conforme as situações com as quais sou confrontada. Não deixando de parte a aquisição de conhecimentos e experiências, para posteriormente poder partilhar e transmitir aos jovens da nossa terra.
Faz como eu: aparece e informa-te. Não te esqueças… O futuro da AJD são os jovens, que tem de dar continuação ao sonho e projecto que outros já fundaram, que neste momento eu ajudo a manter e tu que estás a ler este texto vais ajudar a crescer.
Aparece, a Associação é de todos e para todos!” (Ana Luísa Mendes)





terça-feira, 3 de maio de 2011

Ano Europeu do Voluntariado 2011



O presente ano foi designado no dia 27 de Novembro de 2009, pelo Conselho de Ministros da U.E., Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa, ou na versão mais curta e popular Ano Europeu do Voluntariado.
Este ano tem como objectivo geral “incentivar e apoiar os esforços desenvolvidos pela Comunidade, pelos Estados-Membros e pelas autoridades locais e regionais tendo em vista criar condições na sociedade civil propícias ao voluntariado na U.E. e aumentar a visibilidade das actividades de voluntariado na U.E.”
Em Portugal, o organismo responsável pela organização da sua participação no Ano Europeu é o Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado-CNPV.
Este é um tema sobre o qual, como membro da AJD tenho conhecimentos, pois tal como todos os membros directivos desta associação, integro-a em regime de voluntariado. Isto é, tal como refere a Lei nº 71/98, de 3 Novembro que formula as bases do enquadramento jurídico do voluntariado, levamos a cabo “(…)um conjunto de acções de interesse social e comunitário realizadas de forma desinteressada (…), no âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade desenvolvidos sem fins lucrativos (…)”.
Os nossos objectivos passam por desenvolver a comunidade local possibilitando, muito em particular aos/ás jovens, oportunidades de experiências de aprendizagem não formal ou informal, que lhes permitem adquirir um conjunto de competências a nível pessoal, social, educacional e cultural, que de outra forma não seria possível. São estas competências que actualmente diferenciam os/as jovens positivamente, isto é, numa época em que a maior parte dos/das jovens em idade de aceder ao mundo de trabalho têm formação a nível superior, as competências adquiridas por meio de participação em projectos como os que se desenvolvem na AJD ou a própria AJD permitem a diferenciação dos/das jovens potenciais trabalhadores/as. A escolha de um/uma jovem para um lugar de emprego é feita, cada vez mais, com base no facto de este ter passado por experiências de aprendizagem informal ou não formal.
Curiosamente, hoje dia 28 de Fevereiro, recebemos a notícia na AJD que somos uma organização acreditada para coordenar, receber e enviar jovens no âmbito de Serviço Voluntário Europeu-SVE. O SVE é um projecto de voluntariado inserido no Programa Juventude em Acção da responsabilidade da U.E., dirigido a jovens, que promove a solidariedade entre os jovens, beneficiando as comunidades locais, as entidades de acolhimento e os jovens voluntários. Ter esta acreditação significa que a AJD pode receber jovens de vários países da União Europeia, mas também de outras partes do mundo e também enviar jovens portugueses para outros países e ainda coordenar projectos de acolhimento e de envio de jovens.
Muito mais haveria a dizer sobre voluntariado, no entanto, escolhi o que acabei de escrever para este editorial porque penso ser uma perspectiva de voluntariado menos tratada e extremamente interessante. São exemplos de que o voluntariado é um trabalho não remunerado, mas com recompensas extraordinárias e únicas.
Este ano, abraça um projecto onde possas ser voluntário/a, vais gostar da experiência!



Joaquina Mendes

segunda-feira, 2 de maio de 2011

EDUCAR SOBRE RODAS

Crianças do Jardim de Infância de Deão iniciaram-se na prática de patinagem, no Pavilhão Gimnodesportivo da freguesia.


Com o apoio incondicional do Director do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, da Junta de Freguesia de Deão e dos pais/encarregados de educação, o projecto “Vamos Aprender a Patinar”, proposto pela Educadora Cláudia Vieira, arrancou com sucesso no mês de Janeiro.
Com o objectivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância das actividades lúdicas e desportivas, como factor fundamental na melhoria do bem-estar e qualidade de vida este projecto foi aprovado e começa agora a deslizar para a alegria das nossas crianças.
Esta actividade pretende contribuir para o desenvolvimento integral harmonioso da criança em diferentes domínios: psicomotor, sócio-afectivo e cognitivo.
Um dos objectivos principais é fomentar a prática desportiva organizada, facilitadora da aproximação da escola à realidade envolvente facto este, que se verificou com a total adesão dos pais nesta iniciativa.
O grupo de pais e crianças do JI de Deão iniciaram a primeira parte do projecto com uma ida ao Pavilhão Desportivo de Monserrate, em Viana do Castelo onde assistiram a um jogo de hóquei entre a fantástica equipa da “Juventude de Viana” e o “Gulpilhares”. Esta actividade contou com a colaboração absoluta do Director da “Juventude de Viana”, Vasco Rocha ao qual queremos apresentar a nossa humilde gratidão pela disponibilidade prestada. Deve ainda ser aqui reconhecida a sua importância como um factor decisivo e motivador para o arranque bem sucedido deste projecto.
Era claramente visível a emoção e o entusiasmo pela modalidade nos mais pequeninos ao verem as proezas dos atletas. Ficaram ansiosos, aguardando a primeira aula de iniciação à patinagem que decorreu logo nos dias seguintes.
Equipados a rigor e com a sua segurança garantida, a primeira aula de patinagem foi comovente. As crianças adoraram a sensação de serem capazes de patinar logo no primeiro dia. Ao contrário das expectativas, e até de algum receio por parte da educadora, não se registaram quedas! A capacidade de concentração, o poder imaginativo e o sentido de equilíbrio foram alguns dos atributos essenciais que se verificaram de imediato.
A patinagem, sendo uma actividade de “vertigem e risco”, não é necessariamente uma actividade perigosa, embora seja fundamental respeitar algumas regras de segurança básica e se considerem as recomendações pedagógicas da orientadora, cujo currículo desportivo é notável.
Em suma, o projecto está a concretizar-se de uma forma muito positiva e esperamos que continue TUDO SOBRE RODAS.


A Educadora, Cláudia Vieira