quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Experiência Associativa

Segue mais um testemunho muito interessante...

“Depois de ter passado pelo blogue da associação e de ter lido os relatos das experiências na vida associativa, não pode ficar de fora o meu contributo para este blogue, contando também um pouco da minha experiência. Um pouco porque apesar de ainda ser novo e não estar a tempo inteiro para a associação, acho que já tenho experiências e histórias que poderão cativar cada vez mais jovens para o voluntariado.
Foi já há algum tempo que iniciei a minha vida de jovem voluntário e associado na AJD. Deveria ter aí uns 14 anos, se a memória não me engana, quando os membros da associação da altura me convidaram para participar, com um grande elenco, numa das peças de teatro. Acho que depois de receber o convite, não demorei muito a dizer que sim, pois foi um grande orgulho poder contracenar com muitos dos actores que lá estavam.
Um pouco tímido, lá fui entrando na associação, com várias actuações de peças de teatro, passando pela oficina de artesanato.
E aí, apesar de ser neto do único artesão, pelo menos, na nossa terra, que ainda hoje e já com uma idade avançada confecciona as nossas tão conhecidas caroças, nunca me dei ao interesse de poder aprender. Mas com a iniciativa da associação, hoje, não tão bem quanto o meu avô, acho que me consigo safar. E apesar de saber que não necessito das caroças para a minha vida pessoal, sinto uma satisfação enorme em ter recebido do meu avô algo que hoje poucos são aqueles que as sabem fazer. E isto tudo devo à associação, porque ela cativou em mim o gosto em aprender algo que já vinha da minha família há uns largos anos.
Mas a minha vida associativa não ficou só pela oficina de artesanato. O meu interesse pela vida associativa, a vontade de poder contribuir com o meu tempo livre para a realização de várias actividades, fez com que me fixasse cada vez mais à associação. Quando dei por mim fazia parte dos órgãos da direcção, participando nela não só como um participante, mas a colaborar e a realizar actividades. Essas actividades nem sempre me deram o máximo de satisfação, não pela falta de apoio por parte da associação, não pela falta de condições para as realizar, mas muitas delas pela falta de participantes. Mesmo quando oferecíamos as melhores condições necessárias para o evento, nem sempre tínhamos os participantes desejados a nível de quantidade. Mesmo assim, eu e todos aqueles que juntos fazíamos parte da associação, não desistíamos e actividade atrás de actividade, lá íamos, fazendo pelo menos de mim cada vez mais forte para ultrapassar os vários obstáculos que a vida me proporciona.
Como a associação não se limitava a actividades locais, através de outras associações fomos entrando em vários projectos a nível nacional que, por sua vez, fez com que nos relacionássemos com outras associações, fazendo a associação muito grande ao nível do associativismo. E proporcionando a todos aqueles que juntos levavam a cabo as actividades da associação em vários pontos do nosso país, como aconteceu comigo, um enriquecimento não só a nível associativo para poder contribuir com o meu melhor para a associação, mas também a nível pessoal. Hoje tenho várias ideologias de vida graças a todos esses encontros, porque em todos eles existia sempre algo para aprender, ou algo para ensinar, mesmo que muitos dos jovens envolvidos fossem mais velhos do que eu.
Mas por motivos profissionais, fui obrigado a mudar de cidade, fazendo com que me afastasse da associação. Contudo, sempre que posso tento procurar saber como andam as coisas pela associação.
Mesmo não estando a colaborar com o meu melhor para a vida da associação, sei que continuamos no bom caminho, e sei que toda a associação pode e poderá contar com o meu e o teu contributo, para que juntos consigamos deixar crescer algo que alguém fez nascer na esperança de que todos juntos possamos dar o melhor a todos os jovens, a nível nacional e, principalmente, aos da nossa terra.
E todas aquelas vezes que dou por mim a pensar em tudo que vivi na companhia de todos, sinto que tudo aquilo que dei será sempre pouco para tudo o que a associação me proporcionou, fazendo com que não consiga deixar morrer aquilo que num dia foii entrando sem pedir licença.
A associação não depende de uma única pessoa, mas precisa de uma pessoa para que possamos ser muitos e para que todos juntos possam fazer com que tu consigas mostrar que tens muito para te oferecer e assim oferecer aos outros.
Acredita que existe muito para viver numa vida associativa. Ser voluntário é muito mais do que dar, ser voluntário é poder contribuir para algo melhor, para ti e para os outros” (Silvério Viana)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aulas de Hip Hop

Na próxima Terça-feira, dia 26 de Julho, no Gimnodesportivo de Deão, vão iniciar-se as aulas de Hip Hop. Estas aulas de dança decorrerão às Terças-feiras e Quintas-feiras, das 17h às 18h.

Dança neste Verão! Aparece nas aulas de Hip Hop! São gratuitas!

Oficina de Viola


Vai iniciar-se a Oficina de Viola. A oficina será às Sextas-feiras, no Gimnodesportivo de Deão, pelas 21h.
Se estiver interessado, dirija-se ao Gimnodesportivo de Deão, às Segundas e Quintas-feiras, das 21h às 22h, ou telefone para o número 96 5587946, para fazer a inscrição.

Aproveite a oportunidade!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Qual a importância que a AJD tem na minha vida?

Segue mais um relato...

"Desde cedo a Associação Juvenil de Deão fez parte da minha vida. Foi, ainda “pequenina” que contactei pela primeira vez com o mundo de uma associação juvenil. O meu primeiro contacto com a associação foi sem dúvida o mais marcante e o mais enriquecedor. Na Oficina de Artesanato contactei pela primeira vez com pessoas que já faziam parte da associação, com elas aprendi a fazer palmitos, a montá-los e a ornamentar um arranjo floral. Posteriormente, com o passar do tempo e devido ao facto de algumas pessoas irem saindo daquela actividade, eu mesma passei a ensinar aos novos aprendizes o que antes tinha aprendido. Foi bom e gratificante ver que o esforço que tinha feito para aprender algo que fazia parte da nossa tradição, da nossa terra era agora posto em prática no ensino dos outros. Foram inúmeras as actividades em que participei como expositora ao serviço da AJD, como na “Feira da Terra” em S. Torcato, na “Manifesta”, no “Dia Internacional da Juventude” e na Exposição que se realizava na nossa freguesia. Com este tipo de actividades não enriquecemos só a nível de conhecimentos e costumes mas também a nível pessoal. As amizades que se constroem são igualmente muito importantes. Nessa altura, eu, uma “menina” contactava já com jovens, pessoas mais velhas que eu. Também esses relacionamentos são enriquecedores porque nos fazem olhar para o mundo com outros olhos.
Com o passar do tempo e devido em parte à pouca disponibilidade também eu abandonei esta actividade… Contudo a minha ligação à associação manteve-se e sempre se manterá. Ainda fiz parte da Assembleia Geral com o cargo de 2ª secretária. Esta função fazia com que eu estivesse mais atenta a todo o tipo de actividades que a associação ia desenvolver ao longo do ano, desde as Janeiras, ao DIJ, entre muitas outras. Foi uma participação completamente diferente da do Artesanato, mas de igual forma enriquecedora.
Ao longo destes anos reconheço que fazer parte da Associação Juvenil de Deão fez-me ver um mundo diferente, um mundo aberto ao associativismo, ao voluntariado, à partilha de experiências… É esta a minha missão na AJD, lutar por objectivos plausíveis que contribuam para um mundo melhor.

Não deixes que a Juventude seja apenas um momento, mas sim estado de Espírito." (Margarida Dias)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Projecto TNT seleccionado para Plataforma EVE da Comissão Europeia


O projecto Terra Nossa Terra – TNT, desenvolvido pela AJD, ao abrigo do Programa Juventude em Acção, foi seleccionado pela Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção como um projecto representativo da acção 1.2 (Iniciativas de Jovens). Este projecto encontra-se na plataforma EVE (Espace Virtuel d’Echanges).

A Comissão Europeia lançou esta plataforma electrónica para divulgação e exploração de projectos representativos de cada acção em cada país, financiados nas áreas da educação e cultura.

Visitem a plataforma e o nosso projecto em http://ec.europa.eu/eve/

Parabéns aos/às jovens da AJD!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Experiência associativa: o que faz correr Maria ou Manel?

Hoje revelamos o relato de mais uma jovem que tem experienciado o associativismo e o voluntariado na AJD…



"Desde muito nova, senti necessidade de fazer parte de algo, algo que me permitisse melhorar um bocadinho o meu pequeno “Mundo”… e então apareceu a “geração” que com muita energia e trabalho, trouxe um novo ânimo e alento a estas paragens. Contudo alguns anos depois a vida da maior parte destas pessoas enveredou por outros objectivos. Aí, embora andasse na faculdade, morasse numa nova cidade, a conhecer novas pessoas e ambientes, sentia a falta de um grupo, com um objectivo social, com uma intervenção directa no meio. Por diversas vezes analisei e investiguei a possibilidade de integrar um dos muitos grupos de ajuda que existem na zona do Porto, contudo faltava algo, algo que dê-se sentido ao que estava a fazer (e talvez, é certo, também alguma capacidade emocional para esse tipo de trabalho).
Até que um dia surgiu o convite para integrar a AJD, uma associação lutadora, cheia de projectos, cheia de vitórias… O que de certo modo me assustou. Como me integraria? Em que tipo de projectos me poderia enquadrar? Mas tudo decorreu de modo natural, e aos poucos fui integrando-me e resgatando a sensação de criar, comparticipar em algo.
Hoje em dia, quer por indisponibilidade profissional e distância física, participo em poucos projectos, mas basta o participar nas reuniões e no Caroça, e apoiar ou contestar as questões abordadas, para indirectamente, sentir que contribuo para melhorar/mudar o nosso meio.
Para mim a experiência associativa é apenas partilhar quem somos, como somos e acima de tudo como vemos o Mundo e como o podemos mudar, é basicamente uma “Brain storming” constante, em que um grupo de pessoas sugere, discute, planeia, prepara, executa e vive um objectivo, e quer este tenha êxito ou não, importante é mesmo tentar!
E é por isso que participo associativamente, porque posso pelo menos tentar!" (Célia Meira)